A LÍNGUA TALIAN


Talian, nova língua neolatina, única no mundo, com base nos dialetos vênetos, formou-se no Brasil a partir da imigração italiana.

BREVE HISTÓRICO 

    A Itália, anteriormente dividida em diversos reinos, com língua e dialetos próprios, só se unificou na segunda metade do século XIX. Diversos idiomas e dialetos prevaleciam entre a população do país. Em 1861, ano do Rissorgimento italiano, apenas 2,5% da população italiana se comunicava em italiano e outros 10% compreendiam a língua. A esmagadora maioria da população nem ao menos possuía conhecimento da língua. O italiano só se tornou dominante nos últimos cinqüenta anos, com a alfabetização em massa da população italiana e o desenvolvimento de tecnologias como a televisão, que contribuiu para a divulgação da língua italiana. Na década de 1950, o italiano ainda perdia pelos dialetos: 18% da população se comunicava na língua oficial, 18% alterava entre o dialeto e italiano e 64% usava algum dialeto.

    Há cerca de pouco mais de cem anos atrás, muitas famílias italianas do Vêneto, por não terem casa própria nem emprego para ganhar um pouco de pão, resolveram emigrar para o Brasil. Com a notícia de que teriam um pedaço de terra para plantar, aconteceu, então, que os habitantes de Belluno, Feltre, Bérgamo, Fríuli, Treviso, Veneza, Padua, Tirol, Mântua, Cremona e Trento da Região do Vêneto decidiram vir para o Brasil e tentar a sorte. Partiram da Itália e chegaram ao Rio Grande do Sul onde foram recebidos pelo governo e encaminhados para o seu destino. Dentre as inúmeras dificuldades que encontraram estava a língua. Além da diferenciação entre dialetos das várias regiões do Vêneto, não entendiam o português Fazendo, pois, da necessidade uma virtude, tiveram que aprender algo em português e se comunicar com seus vizinhos italianos. Foi dessa maneira que começou a formar-se uma nova língua com base nos dialetos vêneto. Essa nova língua é falada e permanece até nossos dias e passou a chamar-se de TALIAN. O Talian possui dicionário, gramática e escolas.  Existem hoje mais de 500 programas de rádio na região Sul. Corais folclóricos italianos estão ativos e atuantes por todo sul do País.


OS DIALETOS ITALIANOS

     A Itália, anteriormente dividida em diversos reinos, com línguas e dialetos próprios, só se unificou na segunda metade do século XIX. Diversos idiomas e dialetos prevaleciam entre a população do País. Estes dialetos eram, na maioria das vezes, incompreensíveis entre si. Por exemplo, um italiano que fale um dialeto do sul da Calábria não entende o dialeto de alguém do norte da Calábria. De uma cidade para outra, os dialetos italianos podem mudar completamente. Em consequência, era necessário unificar a população italiana dentro de um único dialeto que, no caso escolhido, foi o dialeto toscano.

     Em 1861, ano do Risorgimento italiano, apenas 2,5% da população italiana se comunicava em italiano e outros 10% compreendiam a língua. A esmagadora maioria da população nem ao menos possuía conhecimento da língua. O italiano só se tornou dominante nos últimos cinqüenta anos, com a alfabetização em massa da população italiana e o desenvolvimento de tecnologias como a televisão, que contribuiu para a divulgação da língua italiana. Na década de 1950, o italiano ainda perdia para os dialetos: 18% da população se comunicava na língua oficial, 18% alternava entre dialeto e italiano e 64% usava algum dialeto. Atualmente, 44% da população italiana usa apenas o italiano, 51% alterna entre italiano e dialeto e apenas 5% fala apenas dialeto. Para muitos italianos, falar dialeto é sinônimo de ignorância e falta de estudos. O italiano standard é, então, considerado o idioma da escolaridade e da população bem-educada, enquanto os dialetos são usados sobretudo no meio rural e para se comunicar com os familiares

     O italiano standard, usado hoje na Itália, é descendente dos dialetos da Toscana, especialmente aquele falado em Florença, um dos mais importantes centros culturais da História italiana. Este dialeto ganhou prestígio sobretudo após ser usado por Dante Alighieri, o maior escritor italiano. Desta forma, o italiano padrão só era falado na região da Toscana. Com a unificação italiana, o dialeto de Florença foi escolhido como língua oficial da Itália.


O TALIAN VEM AÍ

Quinta-feira - 11/03/2010

Será votada na Conferência Nacional de Cultura, que acontece até domingo (14), em Brasília a criação de “políticas de sustentabilidade da língua Talian”, língua falada por significativa parcela de imigrantes italianos que vieram para o Brasil, e seus descendentes 

O Talian está na lista para ser incluído como Patrimônio Cultural Imaterial do país. O inventário para a inclusão do mesmo no Livro de Registro das Línguas Brasileiras, coordenado pelo Ministério da Cultura, foi iniciado no ano passado.

Um acordo foi firmado e a Universidade de Caxias do Sul foi escolhida para coordenar os trabalhos, que inclui a Associação dos Difusores do Talian, a Federação das Associações Ítalo-brasileiras do Rio Grande do Sul - Fibra e o Instituto Veneto.

Cópias de livros, jornais, documentários, registros de eventos culturais, música, teatro, dança, escola, cursos, assim como programas de rádio e televisão, monografias, leis municipais e estaduais, que digam respeito ao uso do Talian, passaram a ser coletados desde então.

Em 2005, o deputado federal gaúcho Francisco Turra, a partir de um encaminhamento da Federação dos Vênetos do Rio Grande do Sul (FEVENETO), atendendo solicitação da Associação dos Difusores do Talian (ASSODITA), mobilizou-se no sentido de ver reconhecido o Talian, como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. No entanto, na época, a impossibilidade legal do tombamento de línguas, em vista da ausência de um livro de registros específico para casos como este, inviabilizou a continuidade do processo.

Em 2006, na Comissão de Educação, Cultura e Desportos da Câmara, foi realizado o I Seminário sobre a Criação do Livro de Línguas. Naquela oportunidade, a Fevêneto foi representados por Darcy Loss Luzzatto e Cleudes Piazza Ribeiro, da UCS, que defenderam a proposta do tombamento do Talian, que se encontrava sob risco de extinção. A partir de então, foi criado um grupo de trabalho interdisciplinar e interministerial, formado para estudar medidas de reconhecimento e valorização da diversidade lingüística do Brasil, na qual foi incluída a antiga língua falada pelos imigrantes italianos,

*Redação revista eletrônica Oriundi


CURSO TALIAN

A economia da Região Sul do Brasil foi fortemente influenciada pela experiência e mão-de-obra Italiana quando da imigração em massa de famílias vindas da Itália. Estas famílias que aqui se fixaram, trouxeram consigo sua cultura, seus costumes, seu dialeto e toda sua herança cultural riquíssima que até hoje é cultivada pelos seus descendentes que são orgulhosos em saber que seus ancestrais contribuíram para o desenvolvimento econômico e cultural nos municípios onde se instalaram. Reflexo disso são as inúmeras festas, festivais, ensino da língua para sua preservação e demais eventos que têm como objetivo reforçar as tradições culturais para que não se percam ao passar dos anos.

Atividades desta natureza são extremamente importantes, tendo em vista que algumas origens tendem a se afastar, se perder ou mesmo desaparecer com o passar do tempo se não preservados seus costumes. O diferencial acontece se preservado, cultuado e propagados os costumes e realizações de nossos ancestrais. O ensino da língua desse povo – o Talian - vem de encontro com esta necessidade à medida em que tem como objetivo divulgar a cultura e os costume italianos; incentivar movimentos e a criação de grupos voltados à cultura italiana e fortalecer as comunidades italianas junto à sociedade.

     Histórico - O Brasil conta, segundo estatísticas, com uma população superior a 25 milhões de descendentes de italianos, originários da grande Imigração Italiana Agendada, entre os anos de 1875 e 1914. Mais de 80% desta população é originária das regiões do Trivêneto (Vêneto, Friuli Venezia Giúlia e Trentino Alto Ádige) e da Lombardia. Através dessa maioria trivêneta, as formas de linguagem vêneta prevaleceram aos demais falares, sobretudo, na Região Sul do Brasil - que foram base da imigração direta - e desta para os Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás (migração interna), os descendentes conservaram a fala familiar. Mesmo prevalecente às demais, o dialeto dos trivênetos mesclou palavras de outros falares regionais italianos, especialmente dos lombardos (originários das províncias de Cremona, Mántova, Bérgamo e Bréscia e com muita proximidade aos falares trivênetos). A distribuição das famílias dos imigrantes em pequenas propriedades propiciou a manutenção de uma forma de falar que perdeu, ao longo do tempo, as formas originais. A língua foi enriquecida constantemente com novos termos e outros dialetos, numa dinâmica veloz, e palavras portuguesas foram incorporadas.

     Tem-se, então, que da amálgama dos diferentes falares trivênetos e lombardos e, em pequena escala, dos falares de outras regiões, acrescidos à incorporação de palavras da língua portuguesa, formou-se uma nova língua, denominada pelos estudiosos de TALIAN, justamente para diferenciá-la da língua italiana oficial.

    Falar sobre o Talian é remontar e reconstituir, no tempo e no espaço, a vida dos habitantes do Norte da Itália. O Talian é o idioma falado por um milhão de pessoas no Brasil, sendo considerado uma língua neolatina, com direito a figurar ao lado das clássicas línguas italiana, francesa, espanhola e portuguesa.

E, neste sentido, é imperioso salientar que o Talian, com centenas de publicações literárias e didáticas, tais como cartilhas, dicionários e livros de gramática, é definido pelos estudiosos como uma língua formada no Brasil.

     Faz-se mister destacar, igualmente, que, se o imigrante participou ativamente da vida brasileira, provocando transformações substanciais na economia e na modernização da agricultura, o Talian foi o instrumento principal que eles utilizaram para ajudar a modernizar o País. Tal como os imigrantes italianos, o idioma falado pelos mesmos também contribuiu ao Brasil.

     Sem o Talian, as conquistas e vitórias ocorridas no Sul do País seriam mais difíceis e, porque não dizer inalcançáveis. O Talian é, por isso, um idioma que merece o mais alto respeito de todos.

     O Talian é Patrimônio Imaterial do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina que ajudou a escrever a história de progresso e desenvolvimento do Brasil. Na história de nosso País e, notadamente, na história do Sul do Brasil, o Talian vai merecer, certamente, um capítulo à parte, pois foi ele que permitiu que esta região brasileira, dentre outras coisas, se comunicasse harmonicamente.

     Em breve o Talian será considerado língua de referência nacional, reconhecido como Patrimônio Histórico Cultural Imaterial Brasileiro, trabalho de inventário que vem realizando a Universidade de Caxias do Sul, sob a orientação do Instituto de Patrimônio Histórico e Artísitico Nacional – Ministério da Cultura e apoio do Grupo da Diversidade Linguística Nacional, (Fonte: ASSODITA/FIBRA)

       Esse belo patrimônio precisa e deve ser resgatado e propagar os costumes dos colonizadores é o que esta entidade objetiva. Para a propagação dessa língua cultural, a FEIBEMO realiza cursos gratuitos da Língua Talian e sua cultura, oferecidos, em especial para pessoas agricultoras, para professores e interessados em geral. Os cursos serão ministrados pelo CENTRO DE CULTURA E LÍNGUA ITALIANA DO MEIO OESTE E PLANALTO CATARINENSE – CLIMOP, que atende ao estatuto da Federação de Entidades ítalo Brasileiras do Meio Oeste e Planalto Catarinense – FEIBEMO, combinado com a Portaria nº 008 de 25/06/2002 da Secretaria de Estado da Educação e do Desporto/SC, mantendo o ensino de língua e cultura italiana de qualificação profissional de nível básico, previsto na Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996, no Decreto Presidencial nº 2.208 de 17 de abril de 1997 e no Parecer CEDEP nº 113, de 04 de setembro de 2001, do Conselho Estadual de Educação/SC. Esses cursos serão realizados em regime intensivo e especial, presencial e semi-presencial em acordo com a preferência de cada um.


CORSO INTENSIVO DE LINGUA CULTURAL TALIAN

Giorni: 21 à 30 de novembre 2009.

Total ore Del primo incontro: 64

Locale: Sede dela Federassion di Entità Italo-Brasiliane del Mezo Ovest e Alto Piano Catarinense – FEIBEMO

Insegnante: Professore Aliduino Zanella
 

PROGRAMASSION DEL INSEGNANTE

 I contenuti completi e i libri i zé in te’l posto dela federassion

(Conteúdo programático e bibliografias encontram-se na sede da entidade)

Ob.: Se va avanti in conformità con queli que impara
 

Prima Lession
Stórico dela lingua taliana in te la sua formassiôn e come patrimonio Stórico Culturale Imaterial.
El Alfabeto – formato da sinque vocale e sédesse consonante. 


Seconda Lession

I Assenti – grave (`) e acuto (´) e le sue  régule


Tersa Lession
 
Giorni de la setimana e i mesi del’ano 


Quarta Lession
I Númeri – cardinai e ordinai


Quinta lession
El Artícolo – definio e indefinio


Sesta Lession
El Agetivo possessivo


Sétima Lession
El adgetivo demonstrativo


Otava Lession
El Agetivo indefenio


Nona Lession
El Agetivo qualificativo


Décima Lession
Grado del agetivo


Decima Prima Lession
Formassion del plural 


Décima Seconda Lession
Formassion del femenino


Décima Tersa Lession
El grado del sustantivo


Décima Quarta Lession
I pronomi
El pronome personal


Décima Quinta Lesión
I pronomi
El pronome personal oblìquo, o indireto


Décima Sesta Lesión
I pronomi
El pronome possessivo


Décima Sétima Lession
Pronomi
El pronome demostrativo


Décima Otava Lession
I pronomi
El pronome indefinio


Décima Nona Lession
I pronomi
El pronome relativo


VERBI TALIANI
1 AUSSILIARI – esser modo indicativo presente, pretèrito imperfeto, pretèrio perfeto, pi che perfeto, futuro del presente, futuro del pretèrito
MODO SUBIUNTIVO – presente
PRETÉRITO IMPERFETO
PRETÉRITO PI CHE PERFETO
MODO IMPERATIVO – afirmativo – negativo
FORME NOMINALI
INFINITO IMPESSOAL


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